Desde janeiro, os juvenis e adolescentes da Igreja Adventista no Brasil têm à disposição uma revista on-line dedicada especificamente à história adventista. Trata-se da Visionário Teen, lançada pelo Centro de Pesquisas Ellen G. White do Brasil, localizado no Unasp, campus Engenheiro Coelho. Com seções sobre a vida dos pioneiros, textos com curiosidades do início do movimento adventista, dicas contidas nos livros de Ellen G. White, atividades e brincadeiras, o material será disponibilizado exclusivamente no site do Centro White em formato PDF a cada três meses.
A proposta do periódico é que o adolescente imprima o conteúdo a fim de guardar os textos e resolver as atividades que ele oferece. A revista também pretende contar com a colaboração e interação dos leitores enviando sugestões, imagens e textos de experiências espirituais para serem compartilhadas com outros leitores.
Visionário Teen é a versão em português da Ellen White Visionary for Kids, lançada originalmente pelo Patrimônio Literário Ellen G. White (Ellen G. White Estate), em abril de 2007, a qual já está em sua terceira edição. A Visionário Teen está disponível no site www.centrowhite.org.br. A versão em inglês pode ser acessada no www.whiteestate.org
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
O livro o levou à família de Deus
“Quando tinha cinco anos de idade, ganhei de meu pai o livro Vida de Jesus, de Ellen White. Ele me ensinava sobre o Salvador, folheava o livro e mostrava para mim as gravuras coloridas. Quando cresci, conheci uma jovem. Acabamos nos envolvendo e ela engravidou. Como a menina era evangélica, me senti muito mal, sujo. Eu tinha o hábito de escrever tudo o que acontecia comigo desde pequeno como forma de preencher o vazio. Num ato de desespero, juntei tudo o que era meu e joguei numa cachoeira próxima a minha casa. O livro Vida de Jesus, infelizmente, não escapou desse ato de aflição. Tempos depois, descobri a Rádio Novo Tempo de Teresópolis, RJ. Os louvores e a palavra falada tocaram meu coração. Encontrei Jesus. Desde então, Deus tem me moldado dia a dia. Um dia, visitei um amigo. Vi na prateleira da casa dele um livro com um nome que me era conhecido: Ellen White. Quando o peguei, percebi que se tratava do mesmo que eu havia ganho havia anos e jogado fora. A partir dali, fiquei pensando como poderia obter aquele livro de novo. O tempo passou. Fui convidado a dar meu testemunho em uma igreja e falei sobre o livro. A mãe de uma amiga, presente no local, me procurou e disse que era adventista afastada. Ela me ajudou a obtê-lo. Com o livro novamente em mãos, desejei conhecer a igreja que me orientou religiosamente desde a infância através daquelas páginas. Foi assim que encontrei a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Teresópolis. Cheguei durante o curso 'O Grande Conflito', que na época estava sendo oferecido aos domingos para os ouvintes da Rádio Novo Tempo. Interessei-me em fazê-lo até o fim, inclusive as lições que havia perdido. Finalmente, percebi ter achado o que procurava e com muito carinho me uni à família de Jesus."
(Cidney da Conceição Pinheiro, Teresópolis, RJ)
(Cidney da Conceição Pinheiro, Teresópolis, RJ)
Terça-feira, Novembro 20, 2007
Alimento sólido
Sou adventista há dez anos, mas antes de ser tinha um temperamento muito difícil. Se algo me desagradava, não era tolerante com minguém e nem me importava com o que as pessoas pensavam, sempre deixava a minha opinião bem clara. Estudei em escola adventista, meu irmão se batizou e eu visitava a igreja esporadicamente. Um dia veio um amigo nosso do interior nos visitar e, para nossa surpresa, ele era o pastor que estava iniciando uma série de conferências na igreja que ficava a um passo da minha casa. Eu estava com depressão profunda e resolvi que iria às reuniões enquanto o pastor Gilberto estivesse na igreja adventista da guanabara, em Ananindeua, PA. No fim da conferência, fui batizada.
Firmei minha fé lendo O Grande Conflito e confirmando tudo com a Bíblia. Ao longo desses dez anos todos os dias leio um capítulo de algum livro dessa excelente escritora que creio foi inpirada por Deus, assim como todos os profetas que à antecederam. Ellen White demonstra uma capacidade intelectual avançadíssima para a época em que viveu, deixando claro que quem a capacitava era Deus. Escreveu sobre vários assuntos: saúde alimentar, família, conselhos educativos e até sobre pedofilia, que é um assunto que, infelizmente, está na capa de muitos jornais ao redor do mundo.
Já li a série "Conflito dos Séculos", mas o que realmente me chamou a atenção foi o livro O Desejado de Todas as Nações. Sempre que estou fragilizada leio algum capítulo. O último livro que estou lendo é A Verdade Sobre os Anjos. Estou gostando muito porque me faz lembrar de passagens que já li em outros livros da autora.
(Lidiane Torres, Senador Canedo, GO)
Firmei minha fé lendo O Grande Conflito e confirmando tudo com a Bíblia. Ao longo desses dez anos todos os dias leio um capítulo de algum livro dessa excelente escritora que creio foi inpirada por Deus, assim como todos os profetas que à antecederam. Ellen White demonstra uma capacidade intelectual avançadíssima para a época em que viveu, deixando claro que quem a capacitava era Deus. Escreveu sobre vários assuntos: saúde alimentar, família, conselhos educativos e até sobre pedofilia, que é um assunto que, infelizmente, está na capa de muitos jornais ao redor do mundo.
Já li a série "Conflito dos Séculos", mas o que realmente me chamou a atenção foi o livro O Desejado de Todas as Nações. Sempre que estou fragilizada leio algum capítulo. O último livro que estou lendo é A Verdade Sobre os Anjos. Estou gostando muito porque me faz lembrar de passagens que já li em outros livros da autora.
(Lidiane Torres, Senador Canedo, GO)
Terça-feira, Outubro 02, 2007
O ministério de Ellen White
Uma coisa que tenho observado nos críticos da Igreja Adventista, tanto os do passado quanto os do presente, é que eles nunca mencionam Ellen White em seus argumentos contra a doutrina da Igreja, ou quando o fazem é no estilo "self-service", escolhendo texto sem levar em conta o "pano de fundo" no qual o mesmo foi escrito.
Ultimamente tem surgido muito material na internet questionando temas da nossa doutrina, como a Trindade, a pessoa do Espírito Santo, a devolução dos dízimos, o modelo administrativo, etc. Mas se nota claramente que quase nunca são citados textos da autora. Por quê?
Resolvi, então, analisar aqui rapidamente alguns pontos referentes ao ministério de Ellen White. Meu objetivo não é fazer um estudo exaustivo sobre o tema, o que está além das características de um blog, mas sim resumir de forma básica o assunto. O material é uma adaptação de tópicos do excelente livro do Dr. Herbert Douglass, Mensageira do Senhor, ponto de partida para todo sincero estudioso do ministério profético de Ellen White.
[Leia mais]
Ultimamente tem surgido muito material na internet questionando temas da nossa doutrina, como a Trindade, a pessoa do Espírito Santo, a devolução dos dízimos, o modelo administrativo, etc. Mas se nota claramente que quase nunca são citados textos da autora. Por quê?
Resolvi, então, analisar aqui rapidamente alguns pontos referentes ao ministério de Ellen White. Meu objetivo não é fazer um estudo exaustivo sobre o tema, o que está além das características de um blog, mas sim resumir de forma básica o assunto. O material é uma adaptação de tópicos do excelente livro do Dr. Herbert Douglass, Mensageira do Senhor, ponto de partida para todo sincero estudioso do ministério profético de Ellen White.
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Terça-feira, Setembro 11, 2007
Pesquisa inclui Ellen White em lista de autores considerados influentes
Uma recente pesquisa realizada pelo Barna Group of Reading Habits of Protestant Pastors (Grupo Barna sobre Hábitos de Leitura dos Pastores Protestantes), nos Estados Unidos, inclui a escritora Ellen White entre os mais influentes autores lidos, nos dias de hoje, por pastores jovens.
“Pastores com menos de 40 anos selecionaram diversos autores que não foram listados por líderes mais velhos”, constatou a pesquisa. “A lista de escritores formulada pelos pastores jovens inclui consultores de negócios como James Collins, professores de seminários como Thom Rainer, a ícone da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que viveu no século XIX, Ellen White, além do pastor John Ortberg”, afirma o Grupo Barna.
Ainda segundo representantes do Grupo, “esses autores e seus livros lideram a preferência e são, de acordo com os pesquisados, uma forte influência em sua vida e ministério nos últimos três anos”.
(Adventist Review, 25 de agosto de 2005)
“Pastores com menos de 40 anos selecionaram diversos autores que não foram listados por líderes mais velhos”, constatou a pesquisa. “A lista de escritores formulada pelos pastores jovens inclui consultores de negócios como James Collins, professores de seminários como Thom Rainer, a ícone da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que viveu no século XIX, Ellen White, além do pastor John Ortberg”, afirma o Grupo Barna.
Ainda segundo representantes do Grupo, “esses autores e seus livros lideram a preferência e são, de acordo com os pesquisados, uma forte influência em sua vida e ministério nos últimos três anos”.
(Adventist Review, 25 de agosto de 2005)
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
Deus ama Sua igreja (textos de Ellen White)
“A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 355).
“Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 362).
“Jesus amou a igreja, e por ela Se deu a Si próprio, e Ele a há de aperfeiçoar, refinar, enobrecer e elevar, de maneira que fique firme em meio das corruptoras influências deste mundo” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 356).
“Como o Capitão do exército do Senhor derribou os muros de Jericó, assim triunfará o povo que guarda os mandamentos do Senhor e serão derrotados todos os elementos oponentes” (Eventos Finais, pág. 47).
“Não necessitamos duvidar nem temer de que a obra não avançará. Deus está à frente ... e porá tudo em ordem. ... Tenhamos fé de que o Senhor guiará com segurança ao porto a nobre embarcação que conduz Seu povo” (Review and Herald, 20 de setembro de 1892).
“Embora existam males na igreja e tenham de existir até o fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 355).
“Quando alguém se afasta do corpo organizado do povo que observa os mandamentos de Deus, quando começa a pesar a Igreja em suas balanças humanas e a acusá-la, podeis saber que Deus não o está dirigindo. Ele se encontra no caminho errado” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 18).
“Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 362).
“Jesus amou a igreja, e por ela Se deu a Si próprio, e Ele a há de aperfeiçoar, refinar, enobrecer e elevar, de maneira que fique firme em meio das corruptoras influências deste mundo” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 356).
“Como o Capitão do exército do Senhor derribou os muros de Jericó, assim triunfará o povo que guarda os mandamentos do Senhor e serão derrotados todos os elementos oponentes” (Eventos Finais, pág. 47).
“Não necessitamos duvidar nem temer de que a obra não avançará. Deus está à frente ... e porá tudo em ordem. ... Tenhamos fé de que o Senhor guiará com segurança ao porto a nobre embarcação que conduz Seu povo” (Review and Herald, 20 de setembro de 1892).
“Embora existam males na igreja e tenham de existir até o fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado” (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 355).
“Quando alguém se afasta do corpo organizado do povo que observa os mandamentos de Deus, quando começa a pesar a Igreja em suas balanças humanas e a acusá-la, podeis saber que Deus não o está dirigindo. Ele se encontra no caminho errado” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 18).
Terça-feira, Outubro 31, 2006
O Testemunho de Jesus - Parte 6
Algumas acusações contra os adventistas do sétimo dia:
A primeira acusação, gratuita, consiste em afirmar que os adventistas do sétimo dia mantêm os escritos de Ellen White em igualdade com os da Bíblia. Este ponto, já comentado em texto anterior, foi comprovado como mentiroso. Basta ler, por exemplo, o que diz o livro Evangelismo, pág. 256: “Nossa atitude e crença tem por base a Bíblia. E nunca queremos que alma nenhuma faça prevalecer os Testemunhos sobre a Bíblia” (Veja ainda a quarta regra para interpretação do Espírito de Profecia, já apresentada).
Outra acusação é feita com base em uma declaração encontrada no livro Testimonies, vol. 1, pág. 259, no qual, aparentemente, a Sra. White diz que a Inglaterra declararia guerra aos Estados Unidos. Infelizmente, para os opositores, esta citação não é uma predição. Foi escrita durante a primeira parte da Guerra Civil Americana e apenas expressa condições e temores existentes na ocasião, referindo-se aos movimentos de opinião que agitavam nações de outros continentes, em relação à Inglaterra. Se lermos o parágrafo anterior ao citado no livro Testimonies (vol. 1, pág. 259), constataremos o seguinte: “Se a Inglaterra pensa que poderá fazê-lo [declarar guerra], não hesitará um só momento em alargar suas oportunidades de exercer seu poderio e humilhar a nossa nação.” Qualquer um, com um mínimo conhecimento de gramática, sabe que o “se”, neste caso, é uma conjunção condicional e, portanto, expressa uma condição que pode ou não vir a ocorrer. Não há absolutamente nenhuma predição de guerra contra os EUA aqui.
Em outras acusações pode-se notar inverdades como a de que Ellen White sabia o dia e a hora da volta de Jesus, e o pior, antes de 1844! Isso é simplesmente impossível, pois Ellen White não teve visão alguma antes do desapontamento de 1844.
Quanto ao dia e a hora, o livro O Grande Conflito, à página 646, declara: “A voz de Deus é ouvida no Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus...” E Primeiros Escritos diz claramente na página 34: “O céu se abria e se fechava e estava em comoção. As montanhas se agitavam como uma cana ao vento e anfractuosas rochas eram lançadas ao redor. O mar fervia como uma panela e arremessava pedras sobre a terra. E ao anunciar Deus o dia e a hora da volta de Jesus e declarar o concerto com Seu povo...” No contexto, nota-se que se está falando de pouco antes da volta de Jesus, e não antes de 1844.
Está escrito em II Crônicas 20:20: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros. Crede nos Seus profetas e prosperareis”. Os fatos falam mais alto: quem tem prosperado há mais de um século e meio, a despeito de tamanha perseguição? Quem tem continuado a levar o evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo, senão a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Quem, unicamente, já está em quase todos os países do mundo e tem plenas condições de “iluminar a Terra” com a glória das três mensagens angélicas? Em Provérbios 29:18, encontramos o seguinte: “Não havendo profecia, o povo se corrompe”. Satanás sabe bem disso, por isso tenta desacreditar o verdadeiro profeta ou compará-lo aos falsos. Graças a Deus, a Bíblia é claríssima neste ponto (veja Isaías 8:19; Apoc. 12:17 e 19:10).
O que se deve fazer, então? O apóstolo Paulo responde claramente em I Tessalonicenses 5:20 e 21: “Não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem.” Isso mesmo: examine tudo. Leia e examine tudo o que puder sobre o Espírito de Profecia, sobre Ellen White e seus escritos e retenha o que for bom. Você vai se surpreender!
Michelson Borges
A primeira acusação, gratuita, consiste em afirmar que os adventistas do sétimo dia mantêm os escritos de Ellen White em igualdade com os da Bíblia. Este ponto, já comentado em texto anterior, foi comprovado como mentiroso. Basta ler, por exemplo, o que diz o livro Evangelismo, pág. 256: “Nossa atitude e crença tem por base a Bíblia. E nunca queremos que alma nenhuma faça prevalecer os Testemunhos sobre a Bíblia” (Veja ainda a quarta regra para interpretação do Espírito de Profecia, já apresentada).
Outra acusação é feita com base em uma declaração encontrada no livro Testimonies, vol. 1, pág. 259, no qual, aparentemente, a Sra. White diz que a Inglaterra declararia guerra aos Estados Unidos. Infelizmente, para os opositores, esta citação não é uma predição. Foi escrita durante a primeira parte da Guerra Civil Americana e apenas expressa condições e temores existentes na ocasião, referindo-se aos movimentos de opinião que agitavam nações de outros continentes, em relação à Inglaterra. Se lermos o parágrafo anterior ao citado no livro Testimonies (vol. 1, pág. 259), constataremos o seguinte: “Se a Inglaterra pensa que poderá fazê-lo [declarar guerra], não hesitará um só momento em alargar suas oportunidades de exercer seu poderio e humilhar a nossa nação.” Qualquer um, com um mínimo conhecimento de gramática, sabe que o “se”, neste caso, é uma conjunção condicional e, portanto, expressa uma condição que pode ou não vir a ocorrer. Não há absolutamente nenhuma predição de guerra contra os EUA aqui.
Em outras acusações pode-se notar inverdades como a de que Ellen White sabia o dia e a hora da volta de Jesus, e o pior, antes de 1844! Isso é simplesmente impossível, pois Ellen White não teve visão alguma antes do desapontamento de 1844.
Quanto ao dia e a hora, o livro O Grande Conflito, à página 646, declara: “A voz de Deus é ouvida no Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus...” E Primeiros Escritos diz claramente na página 34: “O céu se abria e se fechava e estava em comoção. As montanhas se agitavam como uma cana ao vento e anfractuosas rochas eram lançadas ao redor. O mar fervia como uma panela e arremessava pedras sobre a terra. E ao anunciar Deus o dia e a hora da volta de Jesus e declarar o concerto com Seu povo...” No contexto, nota-se que se está falando de pouco antes da volta de Jesus, e não antes de 1844.
Está escrito em II Crônicas 20:20: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros. Crede nos Seus profetas e prosperareis”. Os fatos falam mais alto: quem tem prosperado há mais de um século e meio, a despeito de tamanha perseguição? Quem tem continuado a levar o evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo, senão a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Quem, unicamente, já está em quase todos os países do mundo e tem plenas condições de “iluminar a Terra” com a glória das três mensagens angélicas? Em Provérbios 29:18, encontramos o seguinte: “Não havendo profecia, o povo se corrompe”. Satanás sabe bem disso, por isso tenta desacreditar o verdadeiro profeta ou compará-lo aos falsos. Graças a Deus, a Bíblia é claríssima neste ponto (veja Isaías 8:19; Apoc. 12:17 e 19:10).
O que se deve fazer, então? O apóstolo Paulo responde claramente em I Tessalonicenses 5:20 e 21: “Não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem.” Isso mesmo: examine tudo. Leia e examine tudo o que puder sobre o Espírito de Profecia, sobre Ellen White e seus escritos e retenha o que for bom. Você vai se surpreender!
Michelson Borges
O Testemunho de Jesus - Parte 5
Em Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 44, a mensageira do Senhor condena algumas pessoas que estavam interpretando a Bíblia enganosamente: “Vós, ou qualquer outra pessoa iludida, poderia arranjar, e mandar arranjar certos textos de grande força, aplicando-os segundo vossas próprias idéias. Qualquer pessoa poderia desvirtuar e aplicar mal a Palavra de Deus, acusando pessoas e coisas, e então achar que os que recusaram receber sua mensagem haviam rejeitado a mensagem de Deus, e decidiram o seu destino para a eternidade...” Continua, então, dizendo que muitos tratariam seus escritos do mesmo modo, ou seja, torcendo-os: “Sei que muitos homens tomam os testemunhos que o Senhor tem dado e aplicam-nos como lhes parece que deviam ser aplicados, pegando uma sentença aqui e ali, tirando-a de sua devida ligação e aplicando-a segundo sua idéia. Assim ficam pobres almas perplexas quando, pudessem elas ler em ordem tudo quanto foi dado, veriam a verdadeira aplicação, e não ficariam confundidas. Muita coisa que pretende ser mensagem da irmã White, serve ao desígnio de representá-la mal, fazendo-a testificar em favor de coisas que não estão em harmonia com seu espírito ou juízo.”
A prosperidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia depende não somente da posse do Espírito de Profecia, mas também de sua interpretação correta.
Apresento aqui seis regras para interpretação do Espírito de Profecia, extraídas de uma apostila do professor Jerome Justesen, ex-professor de Teologia, Hebraico e História na Faculdade de Teologia do Instituto Adventista de Ensino (hoje Unasp, campus São Paulo:
I Regra: Confirmar a fonte exata de cada trecho antes de usá-lo.
II Regra: Uma vez confirmado o trecho, ter certeza do contexto histórico. Estudar a Bíblia sem examinar o contexto em Lucas 16:19-31, Filipenses 1:23 e Romanos 10:4, por exemplo, originaria conclusões erradas. Assim é com o Espírito de Profecia. “Quanto aos testemunhos, coisa alguma é ignorada; coisa alguma é rejeitada; o tempo e o lugar, porém, têm que ser considerados” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 57).
• Exemplo A: “Não posso comer feijão, pois é para mim um veneno” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 494). A Sra. White não estava fazendo de seu estômago regra de fé para todos. No mesmo livro, págs. 491 a 494, é indicado que sua família comia feijão.
• Exemplo B: “Em vossa mesa não se deveria servir ovos” (Testimonies, vol. 2, pág. 400). Isso era um testemunho particular, não aplicável a todos. O livro A Ciência do Bom Viver indica o lugar certo dos ovos na mesa.
• Exemplo C: Muitos usam Ellen White para legislar a moda moderna de vestuário. “Eu diria que na parte do Estado de Michigan onde moramos, temos adotado o comprimento uniforme de nove polegadas acima do assoalho” (Testimonies, vol. 1, pág.5 21). “Minhas visões têm a finalidade de corrigir a moda atual, os vestidos compridos em extremo, arrastando-se sobre o chão, bem como corrigir os vestidos extremamente curtos, à altura dos joelhos, que são usados por certa classe. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos. Se adotarmos uma vestimenta que alcance o cano da bota feminina, escaparemos aos males e a notoriedade de um vestido exageradamente curto” (Testimonies, vol. 1, pág. 464). “Ninguém deveria ser compelido a adotar o vestuário da reforma” (Ibidem, vol.4, pág.636). Obviamente o conselho literal desses trechos não é mais aplicável. Somente o princípio básico permanece: o vestuário deve ser decente. Temos um paralelo bíblico em Números 15:38-41, conforme Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 473.
III Regra: O Espírito de Profecia não é uma vara para oprimir o povo de Deus. Testimonies, vol. 1, pág. 369: “Os Testemunhos não devem ser utilizados como vara de ferro ou cacetete”; Testimonies, vol. 1, pág. 382: “Não se deve usar as visões de Ellen White como regra para medir tudo.” Aqueles que duvidam do Espírito de Profecia “não deveriam ser destituídos dos benefícios e privilégios da igreja, se sua conduta cristã for, no entanto, correta e se têm formado um bom caráter cristão” (Testimonies, vol. 1, pág. 328). Deve-se trabalhar com os irmãos mais fracos, no espírito de amor e mansidão. “Podemos ser tão severos quanto quisermos ao nos disciplinar-mos a nós mesmos, mas devemos ser bastante corteses para não impelirmos as almas ao desespero” (Testimonies, vol. 3, pág. 507).
Nunca se deve usar o Espírito de Profecia de maneira dogmática, porque Ellen White não era dogmática. “Não devemos ir mais rápido do que podemos levar conosco aqueles cuja consciência e intelecto está convencido das verdades por nós advogadas. Devemos procurar o povo onde este se encontra. Alguns de nós temos levado anos para chegar até nossa presente posição na reforma pró-saúde... Se concedermos ao povo tanto tempo quanto de nós foi requerido para alcançarmos o presente estado avançado na reforma, seríamos muito pacientes com eles e permitiríamos que avançassem degrau após degrau, como nós o fizemos, até que seus passos se estabelecessem firmemente sobre a plataforma da reforma pró-saúde. Mas precisamos ser muito cautelosos para não avançarmos com muita rapidez, não aconteça termos de refazer nossos passos. Em reformas é preferível nos mantermos a um passo aquém do marco do que avançar um passo além. E se houver algum erro qualquer, que seja para o lado em que estiver o povo" (Testimonies, vol. 3, págs. 20 e 21).
IV Regra: Não buscar novas doutrinas no Espírito de Profecia.
Algumas pessoas passam mais tempo estudando os escritos do Espírito de Profecia do que a própria Bíblia. “Nossa atitude e crença têm por base a Bíblia. E nunca queremos que alma nenhuma faça prevalecer os Testemunhos sobre a Bíblia” (Evangelismo, pág. 256). As visões de Ellen White nunca foram dadas para usurpar o lugar certo da Bíblia. Como Martinho Lutero, podemos dizer: “A Bíblia, e a Bíblia somente.”
“Constituem os escritos da Sra. E. G. White para a igreja de Cristo uma nova Bíblia? Positivamente, respondemos: Não. Constituem eles um acréscimo ao Cânon Sagrado? Respondemos outra vez sem reservas: Não” (F. M. Wilcox, O Testemunho de Jesus, pág. 67). “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para levar homens e mulheres à luz maior” (O Colportor-Evangelista, pág. 37).
“Na visão que me foi dada em 12 de junho de 1868, foi-me mostrado o perigo do povo de Deus olhar para o irmão e a irmã White pensando que devem trazer-lhes suas cargas, e deles buscar conselho. Isto não deveria acontecer... Muitos vêm a nós com a pergunta: Deverei fazer tal coisa? Devo envolver-me em tal negócio? Ou, com respeito ao vestuário, devo vestir este ou aquele artigo? A tais eu respondo: Vós professais ser discípulos de Cristo; estudai vossas Bíblias. Lede cuidadosamente e com oração o relato de vida de nosso querido Salvador ao viver entre os homens sobre a Terra. Imitai Seu viver, e não vos encontrareis desviados do caminho estreito. Nós recusamos veementemente servir como consciência para vós. Se vos dissermos justamente o que deveis fazer, olhareis para nós a fim de que vos guiemos, em vez de olhardes a Jesus diretamente por vós mesmos. Vossa experiência estará alicerçada em nós. Precisais adquirir uma experiência por vós mesmos, a qual deverá estar fundamentada em Deus” (Testimonies, vol. 2, págs. 118 e 119).
Nunca na história da Igreja as visões da Sra. White foram dadas para ocupar o lugar do estudo sincero da Bíblia. As doutrinas adventistas foram estabelecidas numa série de reuniões em 1848 (os Congressos do Sábado). Nesses congressos, a Sra. White não fez nenhuma contribuição significativa. Ela recebeu visões sobre esses pontos doutrinários somente depois dos congressos, para confirmar as decisões já tomadas. “Durante todo o tempo eu não compreendia o raciocínio dos irmãos. Minha mente estava como que bloqueada, e eu não podia entender o significado das Escrituras que nos dedicávamos a estudar. Isto era um dos maiores sofrimentos da minha vida. Permaneci em tal condição mental até que todos os principais pontos de nossa fé foram feitos claros para nossas mentes em harmonia com a Palavra de Deus” (Special Testimony, Série B, nº 2, págs. 56 e 57).
“Deve ser esclarecido que todas estas opiniões sustentadas pelo corpo de observadores do sábado foram extraídas das Escrituras, antes que a Sra. White tivesse qualquer visão com respeito a elas. Estes sentimentos estão fundados sobre as Escrituras como sua única base” (Tiago White, em Review and Herald, 16 de outubro de 1855).
Por isso, o verdadeiro propósito do Espírito de Profecia é:
1. Conduzir os homens à Bíblia, que eles têm negligenciado (Testimonies, vol. 2, pág. 455);
2. Corrigir aqueles que se desviam da Verdade da Bíblia (Ibidem);
3. Simplificar a Bíblia e esclarecer sua mensagem.
“O irmão R. confundiria a mente, querendo fazer parecer que a luz dada por Deus mediante os Testemunhos seja uma adição à Palavra de Deus; mas nisso ele apresenta o assunto sob falsa luz.... Os Testemunhos escritos não têm por objetivo acrescentar nova luz, mas impressionar vividamente o coração com as verdades da inspiração, já reveladas. Nenhuma verdade adicional é apresentada; porém, mediante os Testemunhos, Deus tem simplificado as grandiosas verdades já concedidas... Os Testemunhos não são dados para diminuir a Palavra de Deus, mas para exaltá-la e atrair para ela as mentes” (Testimonies, vol. 5, págs. 663-665).
V Regra: Distinguir entre a aplicação literal e a aplicação espiritual dos textos bíblicos. Uma regra fundamental de exegese bíblica é a seguinte: “Cada texto tem somente uma aplicação literal.” Mas escritores inspirados mais tarde fazem freqüentemente uma aplicação espiritual de textos nos quais essa aplicação não era evidente para os escritores originais. Desde que essas aplicações espirituais se baseiem numa interpretação mística, não têm valor para uma exegese literal. Como ilustrações bíblicas deste ponto, comparar Oséias 11:1 e Mateus 2:15; Isaías 52:7 e Romanos 15:10; Isaías 2:19-21 e Apocalipse 6:15; Jeremias 50 e 51; e Apocalipse 16 a 19. A Sra. White interpreta do mesmo modo milhares de textos do Antigo e do Novo Testamentos.
• Exemplo A: Levítico 22:19-25. Ela faz as seguintes aplicações:
1. Por meio de intemperança, apresentamos a Deus “um sacrifício imperfeito” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 20 e 21).
2. Aqueles que não devolvem o dízimo honestamente, apresentam uma “oferta defeituosa, um sacrifício maculado” (Testimonies, vol. 1, pág. 194).
3. A igreja egoísta que recusa sacrificar os seus meios para levar avante a causa de Deus, apresenta um sacrifício “defeituoso” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 31).
4. Cristãos orgulhosos e não consagrados levam a Deus “um sacrifício imperfeito” (Obreiros Evangélicos, pág. 114).
5. Pregadores preguiçosos que não estudam para preparar os seus sermões apresentam a Deus “um sacrifício maculado” (Testimonies, vol. 6, pág. 412).
6. Obreiros que não se preparam espiritualmente para as suas responsabilidades oferecem a Deus “um sacrifício maculado” (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 178).
• Exemplo B: I Coríntios 2:9. A Sra. White interpreta “as coisas que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram”, como:
1. As glórias do Céu (Educação, pág. 301; O Grande Conflito, pág. 675; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 168).
2. As belezas da natureza, neste mundo, como símbolo do lar celestial (O Lar Adventista, pág. 548; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 49).
3. “As glórias do Céu e os preciosos tesouros da Palavra de Deus” (The SDA Bible Commentary, vol.6, pág. 1.107).
4. A incompreensível natureza de Deus (O Desejado de Todas as Nações, pág. 412).
5. As riquezas eternas do cristão (Conselhos Sobre Mordomia, pág. 84).
6. Os grandes temas de salvação que devemos considerar no sábado - a encarnação, a Bíblia, a santificação, a verdade, a graça (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 342).
7. O efeito da redenção no coração - o glorioso destino do homem (O Maior Discurso de Cristo, págs. 61 e 62).
8. As nobres realizações intelectuais do homem (Testimonies, vol. 4, pág. 446).
Obviamente para usar qualquer desses trechos numa exegese literal, precisamos fazer um estudo profundo do texto bíblico na linguagem original, antes de citar do Espírito de Profecia.
VI Regra: Lembrar que o Espírito de Profecia não foi dado como um guia infalível para informações na periferia.
Não podemos crer na posição da inspiração verbal. Os fundamentalistas ensinam que as cópias originais dos escritos de qualquer profeta eram sem erro, porque foram inspirados verbalmente. A Sra. White rejeitou tais idéias, ensinando que Deus deu ao profeta a idéia básica em visão, deixando-o livre para escolher as palavras apropriadas. “Os escritores da Bíblia tiveram de exprimir suas idéias em linguagem humana. Ela foi escrita por seres humanos” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 19). “A Bíblia não nos é dada em elevada linguagem sobre-humana. A fim de chegar aos homens onde eles se encontram, Jesus revestiu-Se da humanidade. A Bíblia precisa ser dada na linguagem dos homens. Tudo quanto é humano é imperfeito” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 20). “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 21).
A respeito de seus próprios escritos, ela escreveu: “Se bem que eu dependa tanto do Espírito do Senhor para escrever minhas visões como para recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, a menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 37). Estes fatores são evidentes no auxílio que Tiago White deu à esposa: “Enquanto meu esposo vivia, ele servia de auxiliar e conselheiro no envio das mensagens que me eram apresentadas... A instrução que eu recebia em visão era fielmente escrita por mim, conforme tivesse tempo e forças para a tarefa. Posteriormente examinávamos juntos a matéria, corrigindo o meu esposo os erros gramaticais e eliminando repetições desnecessárias. Então era copiada cuidadosamente (e enviada) para as pessoas às quais se dirigia, ou para publicação" (The Writing and Sending Out of the Testimonies to the Church, págs. 4-6).
A Review and Herald de 27 de novembro de 1883 publicou esta decisão da Associação Geral (feita numa comissão, em 20 de novembro):
“33. Considerando que muitos desses Testemunhos foram escritos sob as mais desfavoráveis circunstâncias, achando-se a escritora demasiado premida pela ansiedade e o labor para dedicar atenção crítica à perfeição gramatical dos escritos, e eles foram impressos em tal pressa que permitiu que essas imperfeições passassem sem correção; e
"Considerando que acreditamos que a luz dada por Deus a Seus servos é pela iluminação da mente, comunicando assim pensamentos, e não (exceto em raros casos) as próprias palavras em que as idéias devem ser expressas;
"Fica resolvido: Que na publicação desses volumes, sejam feitas as correções verbais necessárias para remover as mencionadas imperfeições, o quanto possível sem qualquer mudança do pensamento" (Actions of the General Conference, 20 de novembro de 1883).
"Por isso concluímos: a mensagem central do profeta (verdadeiro) é infalível. Não pode errar. Mas assuntos na periferia podem conter erros, que, no entanto, são inconseqüentes. “As Escrituras Sagradas devem ser aceitas como uma revelação autoritária e infalível de Sua vontade” (Introdução de O Grande Conflito).
Arthur White, numa pesquisa intitulada Toward a Factual Concept of Inspiration, págs. 8 e 9, declara o seguinte: “Ela não disse que o fraseado das Escrituras é infalível, mas que as Escrituras provêm de uma revelação infalível.” A revelação da vontade de Deus é autoritária e infalível, mas a linguagem usada em comunicá-la aos homens não é infalível.
Por isso, essa “periferia” inclui:
1. As palavras, a lógica e a retórica do profeta. “A Bíblia é escrita por homens inspirados, mas não é a maneira de pensar e exprimir-se de Deus. Esta é a da humanidade. Deus, como escritor, não Se acha representado. Os homens dirão muitas vezes que tal expressão não é própria de Deus. Ele, porém, não Se pôs à prova na Bíblia em palavras, em lógica, em retórica” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 21).
2. Erros devido à memória defeituosa do profeta. Conforme I Coríntios 1:14-16, onde Paulo esqueceu quantos havia batizado em Corinto.
3. Às vezes, o profeta pode depender de fontes humanas para informação inconseqüente. “Um profeta está de posse de muitos ramos do conhecimento comum, e sua mente tem sido iluminada pelas revelações recebidas de Deus. Ele leva, em grande proporção, a responsabilidade para escolher o tempo, lugar e conteúdo da apresentação sob influência do Espírito Santo. Embora deva exercer grande cuidado para que sua mensagem não seja influenciada em seus conceitos básicos por suas próprias opiniões ou pelo pensamento de seus contemporâneos, em sua apresentação poderá usar, porém, alguns itens de informação que constituem objeto de conhecimento comum, tais como a distância entre lugares, o local de um dado acontecimento ou o tempo de um evento comumente conhecido” (Arthur White, op. cit., pág. 9).
4. A informação pode ser retida do profeta, pelo Senhor. “Tenho ainda muito a vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora” (João 16:12). “Não é necessário saber tudo para ser um profeta verdadeiro... ‘Vêem’ os profetas sempre toda a verdade duma vez? O estudo da Bíblia nos permite responder: Não” (F. D. Nichol, em Ellen G. White and Her Critics, pág. 98).
Em conclusão, a Sra. White nunca teve a pretensão de ser infalível. “Com relação à infalibilidade, nunca a pretendi; unicamente Deus é infalível” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág.37).
Compreendendo a aplicação dessas regras, pode-se refutar todas as acusações contra Ellen G. White. Entretanto, não é de se estranhar que as acusações continuem, pois é exatamente o procedimento do Dragão (Apoc. 12:17).
A prosperidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia depende não somente da posse do Espírito de Profecia, mas também de sua interpretação correta.
Apresento aqui seis regras para interpretação do Espírito de Profecia, extraídas de uma apostila do professor Jerome Justesen, ex-professor de Teologia, Hebraico e História na Faculdade de Teologia do Instituto Adventista de Ensino (hoje Unasp, campus São Paulo:
I Regra: Confirmar a fonte exata de cada trecho antes de usá-lo.
II Regra: Uma vez confirmado o trecho, ter certeza do contexto histórico. Estudar a Bíblia sem examinar o contexto em Lucas 16:19-31, Filipenses 1:23 e Romanos 10:4, por exemplo, originaria conclusões erradas. Assim é com o Espírito de Profecia. “Quanto aos testemunhos, coisa alguma é ignorada; coisa alguma é rejeitada; o tempo e o lugar, porém, têm que ser considerados” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 57).
• Exemplo A: “Não posso comer feijão, pois é para mim um veneno” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 494). A Sra. White não estava fazendo de seu estômago regra de fé para todos. No mesmo livro, págs. 491 a 494, é indicado que sua família comia feijão.
• Exemplo B: “Em vossa mesa não se deveria servir ovos” (Testimonies, vol. 2, pág. 400). Isso era um testemunho particular, não aplicável a todos. O livro A Ciência do Bom Viver indica o lugar certo dos ovos na mesa.
• Exemplo C: Muitos usam Ellen White para legislar a moda moderna de vestuário. “Eu diria que na parte do Estado de Michigan onde moramos, temos adotado o comprimento uniforme de nove polegadas acima do assoalho” (Testimonies, vol. 1, pág.5 21). “Minhas visões têm a finalidade de corrigir a moda atual, os vestidos compridos em extremo, arrastando-se sobre o chão, bem como corrigir os vestidos extremamente curtos, à altura dos joelhos, que são usados por certa classe. Foi-me mostrado que devemos evitar ambos os extremos. Se adotarmos uma vestimenta que alcance o cano da bota feminina, escaparemos aos males e a notoriedade de um vestido exageradamente curto” (Testimonies, vol. 1, pág. 464). “Ninguém deveria ser compelido a adotar o vestuário da reforma” (Ibidem, vol.4, pág.636). Obviamente o conselho literal desses trechos não é mais aplicável. Somente o princípio básico permanece: o vestuário deve ser decente. Temos um paralelo bíblico em Números 15:38-41, conforme Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 473.
III Regra: O Espírito de Profecia não é uma vara para oprimir o povo de Deus. Testimonies, vol. 1, pág. 369: “Os Testemunhos não devem ser utilizados como vara de ferro ou cacetete”; Testimonies, vol. 1, pág. 382: “Não se deve usar as visões de Ellen White como regra para medir tudo.” Aqueles que duvidam do Espírito de Profecia “não deveriam ser destituídos dos benefícios e privilégios da igreja, se sua conduta cristã for, no entanto, correta e se têm formado um bom caráter cristão” (Testimonies, vol. 1, pág. 328). Deve-se trabalhar com os irmãos mais fracos, no espírito de amor e mansidão. “Podemos ser tão severos quanto quisermos ao nos disciplinar-mos a nós mesmos, mas devemos ser bastante corteses para não impelirmos as almas ao desespero” (Testimonies, vol. 3, pág. 507).
Nunca se deve usar o Espírito de Profecia de maneira dogmática, porque Ellen White não era dogmática. “Não devemos ir mais rápido do que podemos levar conosco aqueles cuja consciência e intelecto está convencido das verdades por nós advogadas. Devemos procurar o povo onde este se encontra. Alguns de nós temos levado anos para chegar até nossa presente posição na reforma pró-saúde... Se concedermos ao povo tanto tempo quanto de nós foi requerido para alcançarmos o presente estado avançado na reforma, seríamos muito pacientes com eles e permitiríamos que avançassem degrau após degrau, como nós o fizemos, até que seus passos se estabelecessem firmemente sobre a plataforma da reforma pró-saúde. Mas precisamos ser muito cautelosos para não avançarmos com muita rapidez, não aconteça termos de refazer nossos passos. Em reformas é preferível nos mantermos a um passo aquém do marco do que avançar um passo além. E se houver algum erro qualquer, que seja para o lado em que estiver o povo" (Testimonies, vol. 3, págs. 20 e 21).
IV Regra: Não buscar novas doutrinas no Espírito de Profecia.
Algumas pessoas passam mais tempo estudando os escritos do Espírito de Profecia do que a própria Bíblia. “Nossa atitude e crença têm por base a Bíblia. E nunca queremos que alma nenhuma faça prevalecer os Testemunhos sobre a Bíblia” (Evangelismo, pág. 256). As visões de Ellen White nunca foram dadas para usurpar o lugar certo da Bíblia. Como Martinho Lutero, podemos dizer: “A Bíblia, e a Bíblia somente.”
“Constituem os escritos da Sra. E. G. White para a igreja de Cristo uma nova Bíblia? Positivamente, respondemos: Não. Constituem eles um acréscimo ao Cânon Sagrado? Respondemos outra vez sem reservas: Não” (F. M. Wilcox, O Testemunho de Jesus, pág. 67). “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para levar homens e mulheres à luz maior” (O Colportor-Evangelista, pág. 37).
“Na visão que me foi dada em 12 de junho de 1868, foi-me mostrado o perigo do povo de Deus olhar para o irmão e a irmã White pensando que devem trazer-lhes suas cargas, e deles buscar conselho. Isto não deveria acontecer... Muitos vêm a nós com a pergunta: Deverei fazer tal coisa? Devo envolver-me em tal negócio? Ou, com respeito ao vestuário, devo vestir este ou aquele artigo? A tais eu respondo: Vós professais ser discípulos de Cristo; estudai vossas Bíblias. Lede cuidadosamente e com oração o relato de vida de nosso querido Salvador ao viver entre os homens sobre a Terra. Imitai Seu viver, e não vos encontrareis desviados do caminho estreito. Nós recusamos veementemente servir como consciência para vós. Se vos dissermos justamente o que deveis fazer, olhareis para nós a fim de que vos guiemos, em vez de olhardes a Jesus diretamente por vós mesmos. Vossa experiência estará alicerçada em nós. Precisais adquirir uma experiência por vós mesmos, a qual deverá estar fundamentada em Deus” (Testimonies, vol. 2, págs. 118 e 119).
Nunca na história da Igreja as visões da Sra. White foram dadas para ocupar o lugar do estudo sincero da Bíblia. As doutrinas adventistas foram estabelecidas numa série de reuniões em 1848 (os Congressos do Sábado). Nesses congressos, a Sra. White não fez nenhuma contribuição significativa. Ela recebeu visões sobre esses pontos doutrinários somente depois dos congressos, para confirmar as decisões já tomadas. “Durante todo o tempo eu não compreendia o raciocínio dos irmãos. Minha mente estava como que bloqueada, e eu não podia entender o significado das Escrituras que nos dedicávamos a estudar. Isto era um dos maiores sofrimentos da minha vida. Permaneci em tal condição mental até que todos os principais pontos de nossa fé foram feitos claros para nossas mentes em harmonia com a Palavra de Deus” (Special Testimony, Série B, nº 2, págs. 56 e 57).
“Deve ser esclarecido que todas estas opiniões sustentadas pelo corpo de observadores do sábado foram extraídas das Escrituras, antes que a Sra. White tivesse qualquer visão com respeito a elas. Estes sentimentos estão fundados sobre as Escrituras como sua única base” (Tiago White, em Review and Herald, 16 de outubro de 1855).
Por isso, o verdadeiro propósito do Espírito de Profecia é:
1. Conduzir os homens à Bíblia, que eles têm negligenciado (Testimonies, vol. 2, pág. 455);
2. Corrigir aqueles que se desviam da Verdade da Bíblia (Ibidem);
3. Simplificar a Bíblia e esclarecer sua mensagem.
“O irmão R. confundiria a mente, querendo fazer parecer que a luz dada por Deus mediante os Testemunhos seja uma adição à Palavra de Deus; mas nisso ele apresenta o assunto sob falsa luz.... Os Testemunhos escritos não têm por objetivo acrescentar nova luz, mas impressionar vividamente o coração com as verdades da inspiração, já reveladas. Nenhuma verdade adicional é apresentada; porém, mediante os Testemunhos, Deus tem simplificado as grandiosas verdades já concedidas... Os Testemunhos não são dados para diminuir a Palavra de Deus, mas para exaltá-la e atrair para ela as mentes” (Testimonies, vol. 5, págs. 663-665).
V Regra: Distinguir entre a aplicação literal e a aplicação espiritual dos textos bíblicos. Uma regra fundamental de exegese bíblica é a seguinte: “Cada texto tem somente uma aplicação literal.” Mas escritores inspirados mais tarde fazem freqüentemente uma aplicação espiritual de textos nos quais essa aplicação não era evidente para os escritores originais. Desde que essas aplicações espirituais se baseiem numa interpretação mística, não têm valor para uma exegese literal. Como ilustrações bíblicas deste ponto, comparar Oséias 11:1 e Mateus 2:15; Isaías 52:7 e Romanos 15:10; Isaías 2:19-21 e Apocalipse 6:15; Jeremias 50 e 51; e Apocalipse 16 a 19. A Sra. White interpreta do mesmo modo milhares de textos do Antigo e do Novo Testamentos.
• Exemplo A: Levítico 22:19-25. Ela faz as seguintes aplicações:
1. Por meio de intemperança, apresentamos a Deus “um sacrifício imperfeito” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 20 e 21).
2. Aqueles que não devolvem o dízimo honestamente, apresentam uma “oferta defeituosa, um sacrifício maculado” (Testimonies, vol. 1, pág. 194).
3. A igreja egoísta que recusa sacrificar os seus meios para levar avante a causa de Deus, apresenta um sacrifício “defeituoso” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 31).
4. Cristãos orgulhosos e não consagrados levam a Deus “um sacrifício imperfeito” (Obreiros Evangélicos, pág. 114).
5. Pregadores preguiçosos que não estudam para preparar os seus sermões apresentam a Deus “um sacrifício maculado” (Testimonies, vol. 6, pág. 412).
6. Obreiros que não se preparam espiritualmente para as suas responsabilidades oferecem a Deus “um sacrifício maculado” (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 178).
• Exemplo B: I Coríntios 2:9. A Sra. White interpreta “as coisas que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram”, como:
1. As glórias do Céu (Educação, pág. 301; O Grande Conflito, pág. 675; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 168).
2. As belezas da natureza, neste mundo, como símbolo do lar celestial (O Lar Adventista, pág. 548; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 49).
3. “As glórias do Céu e os preciosos tesouros da Palavra de Deus” (The SDA Bible Commentary, vol.6, pág. 1.107).
4. A incompreensível natureza de Deus (O Desejado de Todas as Nações, pág. 412).
5. As riquezas eternas do cristão (Conselhos Sobre Mordomia, pág. 84).
6. Os grandes temas de salvação que devemos considerar no sábado - a encarnação, a Bíblia, a santificação, a verdade, a graça (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 342).
7. O efeito da redenção no coração - o glorioso destino do homem (O Maior Discurso de Cristo, págs. 61 e 62).
8. As nobres realizações intelectuais do homem (Testimonies, vol. 4, pág. 446).
Obviamente para usar qualquer desses trechos numa exegese literal, precisamos fazer um estudo profundo do texto bíblico na linguagem original, antes de citar do Espírito de Profecia.
VI Regra: Lembrar que o Espírito de Profecia não foi dado como um guia infalível para informações na periferia.
Não podemos crer na posição da inspiração verbal. Os fundamentalistas ensinam que as cópias originais dos escritos de qualquer profeta eram sem erro, porque foram inspirados verbalmente. A Sra. White rejeitou tais idéias, ensinando que Deus deu ao profeta a idéia básica em visão, deixando-o livre para escolher as palavras apropriadas. “Os escritores da Bíblia tiveram de exprimir suas idéias em linguagem humana. Ela foi escrita por seres humanos” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 19). “A Bíblia não nos é dada em elevada linguagem sobre-humana. A fim de chegar aos homens onde eles se encontram, Jesus revestiu-Se da humanidade. A Bíblia precisa ser dada na linguagem dos homens. Tudo quanto é humano é imperfeito” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 20). “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 21).
A respeito de seus próprios escritos, ela escreveu: “Se bem que eu dependa tanto do Espírito do Senhor para escrever minhas visões como para recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, a menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 37). Estes fatores são evidentes no auxílio que Tiago White deu à esposa: “Enquanto meu esposo vivia, ele servia de auxiliar e conselheiro no envio das mensagens que me eram apresentadas... A instrução que eu recebia em visão era fielmente escrita por mim, conforme tivesse tempo e forças para a tarefa. Posteriormente examinávamos juntos a matéria, corrigindo o meu esposo os erros gramaticais e eliminando repetições desnecessárias. Então era copiada cuidadosamente (e enviada) para as pessoas às quais se dirigia, ou para publicação" (The Writing and Sending Out of the Testimonies to the Church, págs. 4-6).
A Review and Herald de 27 de novembro de 1883 publicou esta decisão da Associação Geral (feita numa comissão, em 20 de novembro):
“33. Considerando que muitos desses Testemunhos foram escritos sob as mais desfavoráveis circunstâncias, achando-se a escritora demasiado premida pela ansiedade e o labor para dedicar atenção crítica à perfeição gramatical dos escritos, e eles foram impressos em tal pressa que permitiu que essas imperfeições passassem sem correção; e
"Considerando que acreditamos que a luz dada por Deus a Seus servos é pela iluminação da mente, comunicando assim pensamentos, e não (exceto em raros casos) as próprias palavras em que as idéias devem ser expressas;
"Fica resolvido: Que na publicação desses volumes, sejam feitas as correções verbais necessárias para remover as mencionadas imperfeições, o quanto possível sem qualquer mudança do pensamento" (Actions of the General Conference, 20 de novembro de 1883).
"Por isso concluímos: a mensagem central do profeta (verdadeiro) é infalível. Não pode errar. Mas assuntos na periferia podem conter erros, que, no entanto, são inconseqüentes. “As Escrituras Sagradas devem ser aceitas como uma revelação autoritária e infalível de Sua vontade” (Introdução de O Grande Conflito).
Arthur White, numa pesquisa intitulada Toward a Factual Concept of Inspiration, págs. 8 e 9, declara o seguinte: “Ela não disse que o fraseado das Escrituras é infalível, mas que as Escrituras provêm de uma revelação infalível.” A revelação da vontade de Deus é autoritária e infalível, mas a linguagem usada em comunicá-la aos homens não é infalível.
Por isso, essa “periferia” inclui:
1. As palavras, a lógica e a retórica do profeta. “A Bíblia é escrita por homens inspirados, mas não é a maneira de pensar e exprimir-se de Deus. Esta é a da humanidade. Deus, como escritor, não Se acha representado. Os homens dirão muitas vezes que tal expressão não é própria de Deus. Ele, porém, não Se pôs à prova na Bíblia em palavras, em lógica, em retórica” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 21).
2. Erros devido à memória defeituosa do profeta. Conforme I Coríntios 1:14-16, onde Paulo esqueceu quantos havia batizado em Corinto.
3. Às vezes, o profeta pode depender de fontes humanas para informação inconseqüente. “Um profeta está de posse de muitos ramos do conhecimento comum, e sua mente tem sido iluminada pelas revelações recebidas de Deus. Ele leva, em grande proporção, a responsabilidade para escolher o tempo, lugar e conteúdo da apresentação sob influência do Espírito Santo. Embora deva exercer grande cuidado para que sua mensagem não seja influenciada em seus conceitos básicos por suas próprias opiniões ou pelo pensamento de seus contemporâneos, em sua apresentação poderá usar, porém, alguns itens de informação que constituem objeto de conhecimento comum, tais como a distância entre lugares, o local de um dado acontecimento ou o tempo de um evento comumente conhecido” (Arthur White, op. cit., pág. 9).
4. A informação pode ser retida do profeta, pelo Senhor. “Tenho ainda muito a vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora” (João 16:12). “Não é necessário saber tudo para ser um profeta verdadeiro... ‘Vêem’ os profetas sempre toda a verdade duma vez? O estudo da Bíblia nos permite responder: Não” (F. D. Nichol, em Ellen G. White and Her Critics, pág. 98).
Em conclusão, a Sra. White nunca teve a pretensão de ser infalível. “Com relação à infalibilidade, nunca a pretendi; unicamente Deus é infalível” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág.37).
Compreendendo a aplicação dessas regras, pode-se refutar todas as acusações contra Ellen G. White. Entretanto, não é de se estranhar que as acusações continuem, pois é exatamente o procedimento do Dragão (Apoc. 12:17).
O Testemunho de Jesus - Parte 4
A Bíblia é bem clara no tocante à identificação do verdadeiro profeta: “Pelos seus frutos o conhecereis” (Mat. 7:16). Para não ficar dúvidas quanto aos frutos da vida de Ellen, leia Vida e Ensinos.
A citação a seguir foi extraída do American Biografical History: “A senhora White é uma mulher de mentalidade singular, bem equilibrada. Predominam em seus traços a benevolência, a espiritualidade, a conscienciosidade e o idealismo. Como oradora, a senhora White é uma das mais bem sucedidas entre as poucas senhoras que se têm distinguido como conferencistas neste país durante os últimos vinte anos.”
O autor do artigo fala de que numa ocasião, em Massachusetts, 25 mil pessoas a escutaram com a máxima atenção por uma hora, e muitas vezes a ouviram por horas, sem sinal de impaciência ou fadiga.
Após a morte de Ellen, o diário The Independent, de 23 de agosto de 1915, publicou extenso artigo sobre a personalidade da escritora concluindo com o seguinte: “Em tudo foi ela inspiradora e guia. Sua vida foi um registro de nobreza e merece grande honra. Ela foi digna delas. Não possuía orgulho espiritual e não buscava vis lucros. Viveu a vida e fez a obra de uma digna profetiza.” Esses são os testemunhos de pessoas não-adventistas sobre Ellen G. White.
Certo ministro adventista, em viagem de trem, deixou em seu assento por algum tempo dois volumes dos Testemunhos. Um professor universitário que viajava ao seu lado os apanhou e leu algumas páginas. Quando o ministro retornou, o professor lhe declarou: “Sou catedrático de uma faculdade da Universidade de Nova Iorque, e leio ininterruptamente, mas esta é a melhor leitura que já vi. Onde poderei adquirir estes livros?”
Experimente você também ler algum livro de Ellen White, caso já não o tenha feito. O impacto de seus livros e seus escritos sobre as pessoas é profundo.
** IMPACTO NA VIDA DOS LEITORES
O Instituto do Ministério da Igreja da Universidade Andrews, Estados Unidos, empreendeu um estudo comparando as atitudes e comportamento de adventistas que lêem regularmente os escritos de Ellen White com o daqueles que não o fazem. Essa pesquisa demonstrou o impacto de seus escritos sobre a vida daqueles que os lêem, chegando à seguinte conclusão:
“Os leitores possuem um relacionamento mais íntimo com Cristo, mais certeza de sua situação diante de Deus e com maior probabilidade identificam seus dons espirituais. Demonstram-se mais dispostos a gastar em favor do evangelismo público e contribuem de modo mais significativo com os projetos missionários locais. Sentem-se melhor preparados para testemunhar e efetivamente engajam-se mais em pregação e programas comunitários. São mais inclinados a estudar a Bíblia diariamente, a orar em favor das pessoas, a reunir-se em grupos de comunhão e a desenvolver o culto familiar diário. Vêem sua igreja com olhos positivos e sentem responsabilidade por obter maior número de conversos” (Nisto Cremos, pág. 305).
Em dezembro de 1844, a maioria dos mileritas (seguidores de Guilherme Miller) rejeitaram as visões de Ellen White porque pensavam que nenhuma igreja poderia prosperar com tal doutrina impopular. Na época em que a Igreja Adventista tinha aproximadamente 2 milhões de membros, o restante dos mileritas, a Igreja Adventista Cristã, tinha somente 33 mil membros. Hoje a Igreja Aventista do Sétimo Dia tem mais de 15 milhões de membros espalhados em quase todos os países do mundo.
Ellen G. White foi uma escritora extensiva. É a que possui o maior número de livros traduzidos; é a segunda escritora mais lida no mundo; é a que mais escreveu sobre temas diversos. Temos de sua pena 41 livros (em Inglês), 4,5 mil artigos publicados em revistas e mais de 5 mil outros manuscritos. A Sra. White condenou o fanatismo em marcar novas datas para a segunda vinda de Cristo e testificou sobre a necessidade de organização nos dias primitivos do movimento adventista. Ela foi responsável pela fundação do programa de missões estrangeiras e também pelo estabelecimento de muitos colégios e outras instituições (graças às suas orientações, a Igreja Adventista possui hoje o segundo maior sistema educacional do mundo e o maior das igrejas evangélicas). Condenou o legalismo em 1888 e aqueles que recusavam reorganizar a Igreja em 1901. Também expôs as heresias da “Carne Santa”, em 1900, e do panteísmo, em 1901.
Em Testimonies, vol. 5, pág. 666 (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 281), Ellen White escreveu: “Como a Palavra de Deus se acha circunvalada por estes livros e folhetos, assim, também Ele vos circundou com repreensões, conselhos, advertências e animações.”
A Senhora White sabia que o diabo - o pai da mentira - tentaria levar os homens a desconfiar do Espírito de Profecia: “O derradeiro engano de Satanás será anular o testemunho do Espírito de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 48). Ao invés de atacar o Espírito de Profecia abertamente, Satanás com freqüência leva os homens a citar erroneamente esses escritos e a torcer o seu significado.
A citação a seguir foi extraída do American Biografical History: “A senhora White é uma mulher de mentalidade singular, bem equilibrada. Predominam em seus traços a benevolência, a espiritualidade, a conscienciosidade e o idealismo. Como oradora, a senhora White é uma das mais bem sucedidas entre as poucas senhoras que se têm distinguido como conferencistas neste país durante os últimos vinte anos.”
O autor do artigo fala de que numa ocasião, em Massachusetts, 25 mil pessoas a escutaram com a máxima atenção por uma hora, e muitas vezes a ouviram por horas, sem sinal de impaciência ou fadiga.
Após a morte de Ellen, o diário The Independent, de 23 de agosto de 1915, publicou extenso artigo sobre a personalidade da escritora concluindo com o seguinte: “Em tudo foi ela inspiradora e guia. Sua vida foi um registro de nobreza e merece grande honra. Ela foi digna delas. Não possuía orgulho espiritual e não buscava vis lucros. Viveu a vida e fez a obra de uma digna profetiza.” Esses são os testemunhos de pessoas não-adventistas sobre Ellen G. White.
Certo ministro adventista, em viagem de trem, deixou em seu assento por algum tempo dois volumes dos Testemunhos. Um professor universitário que viajava ao seu lado os apanhou e leu algumas páginas. Quando o ministro retornou, o professor lhe declarou: “Sou catedrático de uma faculdade da Universidade de Nova Iorque, e leio ininterruptamente, mas esta é a melhor leitura que já vi. Onde poderei adquirir estes livros?”
Experimente você também ler algum livro de Ellen White, caso já não o tenha feito. O impacto de seus livros e seus escritos sobre as pessoas é profundo.
** IMPACTO NA VIDA DOS LEITORES
O Instituto do Ministério da Igreja da Universidade Andrews, Estados Unidos, empreendeu um estudo comparando as atitudes e comportamento de adventistas que lêem regularmente os escritos de Ellen White com o daqueles que não o fazem. Essa pesquisa demonstrou o impacto de seus escritos sobre a vida daqueles que os lêem, chegando à seguinte conclusão:
“Os leitores possuem um relacionamento mais íntimo com Cristo, mais certeza de sua situação diante de Deus e com maior probabilidade identificam seus dons espirituais. Demonstram-se mais dispostos a gastar em favor do evangelismo público e contribuem de modo mais significativo com os projetos missionários locais. Sentem-se melhor preparados para testemunhar e efetivamente engajam-se mais em pregação e programas comunitários. São mais inclinados a estudar a Bíblia diariamente, a orar em favor das pessoas, a reunir-se em grupos de comunhão e a desenvolver o culto familiar diário. Vêem sua igreja com olhos positivos e sentem responsabilidade por obter maior número de conversos” (Nisto Cremos, pág. 305).
Em dezembro de 1844, a maioria dos mileritas (seguidores de Guilherme Miller) rejeitaram as visões de Ellen White porque pensavam que nenhuma igreja poderia prosperar com tal doutrina impopular. Na época em que a Igreja Adventista tinha aproximadamente 2 milhões de membros, o restante dos mileritas, a Igreja Adventista Cristã, tinha somente 33 mil membros. Hoje a Igreja Aventista do Sétimo Dia tem mais de 15 milhões de membros espalhados em quase todos os países do mundo.
Ellen G. White foi uma escritora extensiva. É a que possui o maior número de livros traduzidos; é a segunda escritora mais lida no mundo; é a que mais escreveu sobre temas diversos. Temos de sua pena 41 livros (em Inglês), 4,5 mil artigos publicados em revistas e mais de 5 mil outros manuscritos. A Sra. White condenou o fanatismo em marcar novas datas para a segunda vinda de Cristo e testificou sobre a necessidade de organização nos dias primitivos do movimento adventista. Ela foi responsável pela fundação do programa de missões estrangeiras e também pelo estabelecimento de muitos colégios e outras instituições (graças às suas orientações, a Igreja Adventista possui hoje o segundo maior sistema educacional do mundo e o maior das igrejas evangélicas). Condenou o legalismo em 1888 e aqueles que recusavam reorganizar a Igreja em 1901. Também expôs as heresias da “Carne Santa”, em 1900, e do panteísmo, em 1901.
Em Testimonies, vol. 5, pág. 666 (Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 281), Ellen White escreveu: “Como a Palavra de Deus se acha circunvalada por estes livros e folhetos, assim, também Ele vos circundou com repreensões, conselhos, advertências e animações.”
A Senhora White sabia que o diabo - o pai da mentira - tentaria levar os homens a desconfiar do Espírito de Profecia: “O derradeiro engano de Satanás será anular o testemunho do Espírito de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 48). Ao invés de atacar o Espírito de Profecia abertamente, Satanás com freqüência leva os homens a citar erroneamente esses escritos e a torcer o seu significado.
O Testemunho de Jesus - Parte 3
Algumas previsões de Ellen G. White:
“Não tarda muito, estas cidades sofrerão os juízos de Deus. São Francisco e Oakland estão se tornando como Sodoma e Gomorra, e o Senhor as visitará em ira” (Evangelismo, pág.403). Poucos anos depois desta previsão, em 18 de abril de 1906, São Francisco e Oakland, bem como outras cidades, foram terrivelmente destruídas por um terremoto seguido de incêndios.
“Logo, grande perplexidade levantar-se-á entre as nações, perplexidade que não cessará até a volta de Jesus” (Review and Herald, 11 de fevereiro de 1904). Alguns anos mais tarde, veio o cumprimento desta previsão (feita em 1904) quando teve início a Primeira Guerra Mundial (1914) e, em seguida, a Segunda Grande Guerra (1939).
Em seu livro Ciência do Bom Viver, publicado pela primeira vez em 1903, Ellen escreveu a respeito do fumo, e disse o seguinte: “O fumo é um veneno lento, insidioso, mas por demais maligno” (pág. 280). Testes científicos têm demonstrado que a fumaça do cigarro contém agentes cancerígenos, sem falar em sua composição química altamente tóxica: amônio, arsênio, benzopireno, peridina, alcatrão, nicotina, metanol, picolina, fenol, hidrocarbonetos, gás metano, monóxido de carbono e um longo etc. A Sra. White chamou o fumo de “veneno insidioso”, isto é, veneno “sedutor”, “traiçoeiro”; e ao câncer deu o nome de “maligno”, adjetivo bastante apropriado. Sabendo-se que Ellen White não estudou Medicina e tinha apenas o terceiro ano primário, como poderia saber tanta coisa a respeito de saúde? À medida que novas descobertas são feitas no campo da saúde, mais e mais seus escritos são reconhecidos.
Em 1850, quando o Espiritismo (movimento que pretende manter comunhão com o “mundo dos espíritos” e com os mortos) ainda se encontrava nos primeiros passos, Ellen White identificou-o como um dos grandes enganos dos últimos tempos e predisse seu crescimento. Embora naqueles dias o movimento fosse decididamente anticristão, ela previu que a hostilidade se modificaria, e que o Espiritismo viria a tornar-se respeitado entre os cristãos (ver Nisto Cremos, pág. 302).
Durante o período de vida de Ellen White, existia um abismo entre o protestantismo e o catolicismo romano, o qual parecia impedir qualquer cooperação entre ambos. O anticatolicismo era comum entre os protestantes. A Sra. White profetizou que grandes mudanças no seio do protestantismo conduziriam a um afastamento da fé proclamada pela Reforma. Conseqüentemente, as diferenças entre protestantes e católicos se reduziriam, conduzindo ao estabelecimento de uma “ponte” para cobrir o abismo que antes separava a ambos. Os anos posteriores à morte de Ellen White têm testemunhado o surgimento de um movimento de aproximação chamado Ecumenismo. O estabelecimento do Conselho Mundial de Igrejas, o Concílio Vaticano II, e a ignorância ou mesmo decidida rejeição que o protestantismo faz dos pontos de vista da Reforma, no tocante à interpretação profética. Essas grandes mudanças têm eliminado muitas barreiras até então existentes entre católicos e protestantes, conduzindo a um processo de crescente cooperação (Nisto Cremos, pág. 303).
Quanto ao reconhecimento da encarnação de Cristo, leia o livro O Desejado de Todas as Nações, best-seller mundial sobre a vida de Jesus. A preocupação fundamental da Sra. White é conduzir o leitor a um relacionamento mais profundo com o Salvador.
“Não tarda muito, estas cidades sofrerão os juízos de Deus. São Francisco e Oakland estão se tornando como Sodoma e Gomorra, e o Senhor as visitará em ira” (Evangelismo, pág.403). Poucos anos depois desta previsão, em 18 de abril de 1906, São Francisco e Oakland, bem como outras cidades, foram terrivelmente destruídas por um terremoto seguido de incêndios.
“Logo, grande perplexidade levantar-se-á entre as nações, perplexidade que não cessará até a volta de Jesus” (Review and Herald, 11 de fevereiro de 1904). Alguns anos mais tarde, veio o cumprimento desta previsão (feita em 1904) quando teve início a Primeira Guerra Mundial (1914) e, em seguida, a Segunda Grande Guerra (1939).
Em seu livro Ciência do Bom Viver, publicado pela primeira vez em 1903, Ellen escreveu a respeito do fumo, e disse o seguinte: “O fumo é um veneno lento, insidioso, mas por demais maligno” (pág. 280). Testes científicos têm demonstrado que a fumaça do cigarro contém agentes cancerígenos, sem falar em sua composição química altamente tóxica: amônio, arsênio, benzopireno, peridina, alcatrão, nicotina, metanol, picolina, fenol, hidrocarbonetos, gás metano, monóxido de carbono e um longo etc. A Sra. White chamou o fumo de “veneno insidioso”, isto é, veneno “sedutor”, “traiçoeiro”; e ao câncer deu o nome de “maligno”, adjetivo bastante apropriado. Sabendo-se que Ellen White não estudou Medicina e tinha apenas o terceiro ano primário, como poderia saber tanta coisa a respeito de saúde? À medida que novas descobertas são feitas no campo da saúde, mais e mais seus escritos são reconhecidos.
Em 1850, quando o Espiritismo (movimento que pretende manter comunhão com o “mundo dos espíritos” e com os mortos) ainda se encontrava nos primeiros passos, Ellen White identificou-o como um dos grandes enganos dos últimos tempos e predisse seu crescimento. Embora naqueles dias o movimento fosse decididamente anticristão, ela previu que a hostilidade se modificaria, e que o Espiritismo viria a tornar-se respeitado entre os cristãos (ver Nisto Cremos, pág. 302).
Durante o período de vida de Ellen White, existia um abismo entre o protestantismo e o catolicismo romano, o qual parecia impedir qualquer cooperação entre ambos. O anticatolicismo era comum entre os protestantes. A Sra. White profetizou que grandes mudanças no seio do protestantismo conduziriam a um afastamento da fé proclamada pela Reforma. Conseqüentemente, as diferenças entre protestantes e católicos se reduziriam, conduzindo ao estabelecimento de uma “ponte” para cobrir o abismo que antes separava a ambos. Os anos posteriores à morte de Ellen White têm testemunhado o surgimento de um movimento de aproximação chamado Ecumenismo. O estabelecimento do Conselho Mundial de Igrejas, o Concílio Vaticano II, e a ignorância ou mesmo decidida rejeição que o protestantismo faz dos pontos de vista da Reforma, no tocante à interpretação profética. Essas grandes mudanças têm eliminado muitas barreiras até então existentes entre católicos e protestantes, conduzindo a um processo de crescente cooperação (Nisto Cremos, pág. 303).
Quanto ao reconhecimento da encarnação de Cristo, leia o livro O Desejado de Todas as Nações, best-seller mundial sobre a vida de Jesus. A preocupação fundamental da Sra. White é conduzir o leitor a um relacionamento mais profundo com o Salvador.
O Testemunho de Jesus - Parte 2
Ellen Gould Harmom nasceu em 26 de novembro de 1827 em Gorhan, numa fazenda do estado de Maine, próximo à Portland, Estados Unidos. Seus pais, Roberto Harmon e Eunice Gould, tiveram oito filhos; Ellen e sua irmã gêmea, Isabel, foram as caçulas. Roberto e Eunice pertenciam à Igreja Metodista Episcopal. Quando Ellen ainda era criança, a família mudou-se para Portland. Na idade de nove anos o sofrimento entrou em sua vida: Ellen recebeu uma pedrada no nariz, ficando em estado de torpor durante três semanas. Ao recobrar os sentidos, ela não se lembrava de nada. Nesse período foi feito um grande berço, no qual Ellen permaneceu durante muitas semanas, ficando quase reduzida aos ossos. Nessa época a pequena Ellen já começava a orar a Deus, pois escutava as pessoas falarem com sua mãe sobre a possibilidade de sua morte. Aos poucos recobrava as forças, podendo participar das brincadeiras com as amiguinhas. Entretanto, Ellen “aprendeu a amarga lição de que a nossa aparência pessoal muitas vezes estabelece a diferença no tratamento que recebemos dos companheiros” (Vida e Ensinos, pág.14).
Durante dois anos Ellen não conseguiu respirar pelo nariz. Com o sistema nervoso abalado, quase não conseguia escrever e esquecia as coisas com facilidade. Suas professoras aconselharam-na a abandonar a escola e retornar somente quando estivesse bem de saúde (Vida e Ensinos, pág.15). Em março de 1840, Guilherme Miller, líder da Igreja Batista, visitou Portland e realizou uma série de conferências. Em junho de 1842, Guilherme fez a sua segunda conferência no mesmo local (Vida e Ensinos, pág.21).
Mais tarde, Ellen começou a examinar as Sagradas Escrituras e a descobrir muitas verdades importantes, tais como o verdadeiro dia de guarda - o santo sábado -, de acordo com Gênesis 2:1-3; Êxodo 16:14-30; 20:8-11; Neemias 13:19; Ezequiel 20:20; Isaías 58:13; 66:23; Lucas 4:14-16; 23:54-56; Atos 13:42-44; 16:13; 17:2; 18:4-11. Também entendeu o assunto acerca da mortalidade da alma, claramente expresso em Gênesis 3:22; Salmo 8:3 e 4 e Isaías 51:12. Descobriu que só Deus é imortal (I Timóteo 1:17; 6:16) e que a imortalidade é um dom gratuito de Deus que será concedido àqueles que estiverem firmes na fé em Cristo Jesus, por ocasião de Sua segunda vinda (I Cor. 15:52-54). Logo após, toda a família de Ellen compreendeu e aceitou a mensagem, sendo expulsa de sua igreja anterior devido à identificação com as idéias adventistas.
Pouco depois do desapontamento de 1844 (quando os adventistas acharam que Cristo voltaria), aos 17 anos de idade, Ellen teve a sua primeira visão. Deus a escolheu para desempenhar esta tarefa - a de mensageira - na Sua igreja por um período de aproximadamente 70 anos. Ela teve um total de 2 mil visões e sonhos, desde 1844 até 1915. Casou-se aos 19 anos com Tiago White, tendo quatro filhos.
Com a idade de 87 anos, em fevereiro de 1915, ao entrar em seu escritório, tropeçou no umbral. O exame de raio x revelou fratura de quadril. Impossibilitada de caminhar, foi-se pouco a pouco enfraquecendo, até que em 16 de julho de 1915 fechou os olhos para este mundo, firme nas promessas de Jesus. Suas últimas palavras foram: “Eu sei em quem tenho crido” (Na Bíblia, Coisas Que Eu Não Sabia, págs. 109-114).
Embora já esteja descansando, ainda fala por meio de seus escritos.
** ALGUMAS OBRAS DE ELLEN G. WHITE
Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos, Vida de Jesus, História da Redenção, Caminho a Cristo, Mensagens aos Jovens, Santificação, A Ciência do Bom Viver, Serviço Cristão, Evangelismo, Conselhos Sobre Educação, O Lar Adventista, O Grande Conflito, Conselhos Sobre Regime Alimentar, Vida e Ensinos, Orientação da Criança, etc.
“A irmã White não é originadora destes livros. Eles contêm a instrução que, durante o trabalho de sua vida, Deus tem estado a dar-lhe. Contêm a preciosa, confortadora luz que Deus graciosamente deu a Sua serva para ser dada ao mundo. De suas páginas, esta luz deve brilhar no coração de homens e mulheres, guiando-os ao Salvador” (O Colportor Evangelista, pág. 123).
** OS ESCRITOS DE ELLEN G. WHITE E A BÍBLIA
Os escritos de Ellen White não constituem um substituto para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são o único padrão pelo qual os seus escritos - ou quaisquer outros - devem ser julgados e aos quais devem estar subordinados. Esta é a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia: “Os fundadores da Igreja desenvolveram suas crenças fundamentais através do estudo da Bíblia; não receberam tais doutrinas através das visões de Ellen White. Seu principal papel durante o desenvolvimento das doutrinas da Igreja foi orientar a compreensão e confirmar as conclusões às quais se chegava através do estudo da Bíblia” (Nisto Cremos, pág. 305).
“Em 1909, durante sua última palestra perante uma sessão da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ela abriu sua Bíblia, ergueu-a diante da congregação e disse: ‘Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro’”(Nisto Cremos, pág. 306).
** A APLICAÇÃO DOS TESTES PROFÉTICOS
Todos os itens anteriormente apresentados para a determinação do verdadeiro profeta cumprem-se exatamente na vida e ensinos de Ellen G. White. Mesmo assim, analisemos alguns detalhes dos principais itens:
Como eram suas visões? (veja Vida e Ensinos, págs. 250, 251 e 252). “Especialmente durante os primeiros anos de sua obra, as visões da irmã White eram freqüentemente concedidas na presença de testemunhas.” Durante as visões, ela ficava exatamente como Daniel.
Em 26 de julho de 1854, em Rochester, Nova Iorque, estando ela em visão, dois médicos não-adventistas foram convidados a examiná-la e verificaram que não havia absolutamente nenhum alento em seu corpo e nos pulmões (não respirava). Além disso, fizeram-se provas com espelhos e velas, provando a total ausência de fôlego.
Quando em visão, ela ficava inconsciente de tudo o que se passava neste mundo e, mesmo falando, nenhum fôlego lhe saía da boca.
A primeira coisa que acontecia com Ellen White ao voltar da visão era uma respiração profunda. Talvez passassem vários segundos antes que tomasse o segundo fôlego. Então, depois de mais algumas inspirações profundas, recomeçava a respirar normalmente. Essas condições são análogas às do profeta Daniel, quando em visão, conforme o registro feito em seu livro no capítulo 10. Em outra citação, a Sra. White diz: “Se tivesses feito da Palavra de Deus vosso estudo, com o desejo de atingir a norma bíblica e alcançar a perfeição cristã, não teríeis tido necessidade dos Testemunhos. É porque tendes negligenciado familiarizar-vos com o Livro Inspirado de Deus, que Ele procurou alcançar-vos mediante os simples e diretos Testemunhos” (não deixe de ler Vida e Ensinos, principalmente as págs. 243 a 255).
Sua abundante produção literária inclui dezenas de milhares de textos bíblicos, acompanhados, por vezes, de detalhadas exposições. Cuidadosos estudos têm demonstrado que seus escritos são coerentes, fidedignos e em total concordância com as Escrituras (Nisto Cremos, pág. 302).
Confira por você mesmo.
O Testemunho de Jesus - Parte 1
O livro do Apocalipse é um bom exemplo sobre a decisão de Deus de utilizar profetas para transmitir Suas mensagens aos seres humanos (veja Apocalipse 1:1 e 4). Esse método divino não é novo, pois foi a forma que Deus usou para dar-nos toda a revelação bíblica. Por meio de profetas, Deus quer revelar-nos o futuro (ver Amós 3:7). Eles o podem fazer quando se deixam guiar pelo Espírito Santo (II Pedro 1:21).Nem todos os profetas escreveram partes da Palavra de Deus. Pelo menos doze profetas verdadeiros, que não são autores da Bíblia, são nela mencionados. Um dos mais notáveis é João Batista, a respeito de quem Jesus disse que não houve profeta maior (Mateus 11:11).
Outro fato interessante é notar que Deus não faz discriminação de sexo quanto ao dom de profecia. Na Santa Bíblia são mencionadas várias mulheres que exerceram a função profética. Por exemplo: Ana (Lucas 2:36-38), Miriã (Êxodo 15:20), Débora (Juizes 4:4), Hulda (II Reis 22:14) e as quatro filhas de Filipe (Atos 21:8 e 9).
De acordo com Joel 2:28-32 e Atos 2:17-21, o verdadeiro dom profético surgiria nos últimos dias para a edificação dos crentes (I Cor. 14:22) e para conduzir o povo remanescente rumo ao Céu.
Em Apocalipse 12:17, lemos: “E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao restante de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.” O dragão é satanás que atua por meio de seus instrumentos humanos, perseguindo a mulher (símbolo da Igreja) e o remanescente fiel, simbolizado pelo “restante de sua descendência”, são os fiéis do tempo do fim que guardam todos os mandamentos de Deus (veja Êxodo 20:3-17) e têm o testemunho de Jesus. Aqui encontramos as duas características distintivas da verdadeira igreja de Deus:
• A guarda de todos os mandamentos e
• O Testemunho de Jesus.
Mas o que é o Testemunho de Jesus? A Bíblia responde em Apocalipse 19:10 (note o paralelo com Apocalipse 22:9): “...o Testemunho de Jesus é o Espírito de Profecia.”
“A presença do Espírito de Profecia é um dos característicos distintivos da igreja remanescente, segundo se acha predito no livro do Apocalipse. Desde o próprio início desempenhou esse dom papel importante na vida dos adventistas do sétimo dia, e no desenvolvimento da igreja. Por meio dele tem a igreja sido advertida, guiada, animada, bem como reprovada e corrigida. À medida que, de tempos a tempos, os Testemunhos saíam do prelo, eram ansiosamente adquiridos, seus conteúdos estudados com oração, e atendidas suas instruções. Com o decorrer dos anos alguns desses Testemunhos foram também publicados para os crentes de outras línguas além do inglês. Devemos em grande parte a essas mensagens a fortaleza, unidade e elevadas normas ativas da igreja” (Testemunhos Seletos, Vol. I, prefácio).
Em Mateus 24:11 Cristo afirma que haveria verdadeiros profetas na igreja remanescente. Ele não iria advertir o povo contra os falsos profetas, se não houvesse o verdadeiro. Seria como se alguém dissesse: “Cuidado para não ser en-ganado com uma nota de treze reais.” Pelo fato de não existir tal nota, essa adver-tência se torna ridícula.
Mas, para que não se cometa o erro de dizer que um verdadeiro profeta seja falso, deve-se fazer o que está escrito em I João 4:1, ou seja, provar se é de Deus ou não.
** CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PROFETA
l. A mensagem do profeta deve estar em harmonia com a Bíblia. O verdadeiro profeta jamais contradiz um profeta da Bíblia (Isa. 8:20; Deut.13:1-4; Gál. 1:8). O Espírito Santo nunca contraria o Seu próprio testemunho, pois em Deus “não há mudança, nem sombra de variação” (Tiago 1:17).
2. As predições se cumprem (Deut. 18:21 e 22; Jer. 28:9).
3. Ele deve confessar que Jesus veio em carne. O verdadeiro profeta deve reconhecer que Jesus Cristo, sendo Deus, habitou entre os homens na forma humana (I João 4:2 e 3).
4. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:16, 18-20). Em II Pedro 1:21 a Bíblia se refere a “homens santos de Deus”, mas certamente não está falando de pessoas que não pecam. Temos como exemplo o profeta Elias, que foi um homem “semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tiago 5:17), porém, sua vida, assim como a de todo o verdadeiro profeta, foi caracterizada pelos frutos do Espírito, não pelas obras da carne (Gál. 5:19-23). O que se deve notar, principalmente, são os resultados das suas mensagens na vida dos ouvintes, os verdadeiros frutos produzidos.
5. Não respira enquanto está tendo a visão (Daniel 10:17).
6. Só o profeta vê a visão, os outros apenas percebem (Dan. 10:7).
7. O profeta vê, sente e fala, durante a visão (Daniel 10:16).
8. O profeta mantém os olhos abertos quando em visão (Núm. 24:4; Apoc. 1:11).
9. Desmaia sem força, em visão (Daniel 10:8).
10. Voltam-lhe as forças (Daniel 10:18 e 19). No início da visão, vai-se toda a força natural e o profeta recebe força sobrenatural. No fim da visão, vai-se a força sobrenatural e voltam novamente as forças naturais.
Pode-se ainda adicionar outros detalhes nesta lista, por exemplo:
1. Assistência na fundação da Igreja (Efés. 2:20 e 21).
2. Edifica a Igreja (I Cor. 14:3 e 4; Efés. 4:12).
3. Inicia a extensão missionária da Igreja (Atos 13:2 e 3; 16:6-10).
4. Une e protege a Igreja (Efés. 4:14).
5. Adverte quanto a dificuldades futuras (Atos 11:27-30; 20:23; 21:4, 10-14).
6. Confirma a fé em tempos de controvérsia (Atos 15:32).
Domingo, Outubro 22, 2006
Leitura decisiva
Nunca fui uma pessoa que se possa dizer ruim. Sempre fui obediente aos pais, nunca roubei, nem fumei, nunca fui de fazer o que, aos olhos humanos, fosse condenavel. Meus únicos vícios eram a cerveja e o rock.Conheci minha esposa (adventista) em 2000, nos casamos no civil e fomos morar juntos. Aos poucos, fui percebendo nela as diferenças de ser uma cristã, e minha enteada (então com 3 ou 4 anos) me surpreendeu um dia, ao perguntar: "Papi (é assim que ela me chama), você não quer ir pro Céu com a gente? Então, você precisa ir à igreja também. Como você vai pro Céu se não for à igreja?"
Aquilo impressionou muito o meu coração e, a princípio, pensei não na questão da religião, mas na educação dela. Como seria? Sábado de manhã, minha esposa indo à igreja, e eu indo jogar futebol ou beber com os amigos.
Comecei então a frequentar a igreja, bem aos poucos, é claro; mais faltava do que ia. Até que o diácono chefe (irmão Adão) me abordou e ofereceu estudos bíblicos. Recusei de início, mas toda vez que ia à igreja, ele me "apertava". Então, vendo que não ia conseguir me "livrar" dele, aceitei com uma condição, e deixei sempre isso bem claro para minha esposa: "Estou estudando a Bíblia, mas não tenho vontade alguma de me batizar e nem de ser adventista." Não sabia que o Espírito Santo já estava trabalhando em meu coração fazia tempo, graças a Deus.
E sempre às terças-feiras, o irmão Divino e o irmão Vagner iam à minha casa, ministravam o estudo e, ao final, quando eles iam embora, eu dizia: "Estou estudando mas não quero saber de me batizar", e minha esposa, cristã como é, sempre quieta, dando o seu testemunho positivo, tendo a maior paciência comigo, orando e deixando Deus trabalhar.
Eu pensava o seguinte: "Para poder me batizar ou aceitar a fé (já tinha começado a mudar de idéia e nem tinha percebido), tenho que largar todas as coisas erradas que eu faço; devo ser um bom exemplo em tudo, antes de querer pensar em ser batizado."
Então, a irmã Olivia (secretária da igreja) me deu o livro Caminho a Cristo, e foi uma benção para minha decisão final. Durante a leitura, ele foi modificando meu modo de pensar com respeito à vida cristã. Pude compreender claramente que era exatamente o contrário do que eu pensava, ou seja, devemos primeiramente ir a Cristo e, então, Ele nos limpa de nossos pecados.
Naquele momento, não percebi a atuação do Espírito Santo através das palavras de Ellen White, mas hoje posso ver isso claramente. Então, no dia do apelo final dos estudos bíblicos, o irmão Divino chegou em minha casa e me disse que a minha esposa tinha decidido regularizar a vida dela na igreja e entregar-se definitivamente a Cristo, porém, ela gostaria de fazer isso ao meu lado. Ele me perguntou se eu não gostaria de ser batizado também. Para surpresa geral, aceitei (louvado seja Deus!).
Ainda não tinha a real percepção do que estava fazendo, mas Deus estava me guiando e o Espírito Santo me conduziu às águas do batismo. Hoje estou aguardando e procurando apressar a volta do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Carlos Eduardo de Almeida
Ela sonhou com o livro
Nascida em lar católico, quando tinha meus 17 anos, já trabalhando e estudando à noite, chegando em casa havia em cima da cristaleira da sala um livro, cuja capa trazia a ilustração de um cometa vindo ao planeta Terra. Aquele livro me chamou a atenção e perguntei à minha mãe do que se tratava. Ela respondeu: "Uns jovens estudantes de outra religião ofereceram este livro e fiquei com pena; para ajudar, comprei-o."
Passou-se um ano e o livro (O Grande Conflito) foi parar no quarto da dispensa. Numa noite, sonhei com a figura da capa. Só que no sonho a figura não era mais uma simples figura; eu estava vendo a cena real e escutava uma voz, porém, não entendia a mensagem. Acordei impressionada naquele dia e lembrei-me do livro. Porém, saí para o trabalho e esqueci de pegá-lo.
Mais um mês se passou e tive o mesmo sonho. Novamente fiquei impressionada mas, atrasada, saí sem procurar o livro. Três dias depois, tive o mesmo sonho, e dessa vez a primeira coisa que fiz ao levantar foi pegar o livro na dispensa. Começei a ler no ônibus, no trajeto do trabalho para casa e vice-versa. Foi numa dessas viagens que sentei ao lado de uma jovem adventista da Igreja da Floresta, em Porto Alegre, RS. Abri o livro, como sempre fazia, e começei a ler. Num dado momento, ela me perguntou se estava gostando do livro, e eu respondi que sim, mas que não estava compreendendo algumas coisas (e realmente não estava). Ela rapidamente se prontificou em, aos domingos, ir à minha casa para esclarecer as dúvidas.
E foi assim que minha jornada cristã começou. Recebi estudos bíblicos da obreira bíblica da igreja, na época, Ernestina Ebling, e fui batizada. Mais tarde, aquela jovem adventista me falou que naquele dia, quando me viu lendo O Grande Conflito, reparou que pelo meu modo de vestir, usar jóias e pelo fato de nunca ter-me visto na igreja, eu não podia ser adventista, e foi então que veio em sua mente: "Pergunte alguma coisa a ela", e ela obedeceu.
Deus opera através daqueles que se dispõem a obedecê-Lo e por meio deles alcança outros que estão vivendo sem conhecer a verdade. Até hoje a Helena e eu somos amigas e tenho um carinho especial por ela. Me chamo Neli Dutra, sou casada, tenho dois filhos (Mattheus e Gabriela), sou professora e atuo na rede pública. Sinto-me muito feliz como adventista e Deus tem sido muito bom para comigo.
Passou-se um ano e o livro (O Grande Conflito) foi parar no quarto da dispensa. Numa noite, sonhei com a figura da capa. Só que no sonho a figura não era mais uma simples figura; eu estava vendo a cena real e escutava uma voz, porém, não entendia a mensagem. Acordei impressionada naquele dia e lembrei-me do livro. Porém, saí para o trabalho e esqueci de pegá-lo.
Mais um mês se passou e tive o mesmo sonho. Novamente fiquei impressionada mas, atrasada, saí sem procurar o livro. Três dias depois, tive o mesmo sonho, e dessa vez a primeira coisa que fiz ao levantar foi pegar o livro na dispensa. Começei a ler no ônibus, no trajeto do trabalho para casa e vice-versa. Foi numa dessas viagens que sentei ao lado de uma jovem adventista da Igreja da Floresta, em Porto Alegre, RS. Abri o livro, como sempre fazia, e começei a ler. Num dado momento, ela me perguntou se estava gostando do livro, e eu respondi que sim, mas que não estava compreendendo algumas coisas (e realmente não estava). Ela rapidamente se prontificou em, aos domingos, ir à minha casa para esclarecer as dúvidas.
E foi assim que minha jornada cristã começou. Recebi estudos bíblicos da obreira bíblica da igreja, na época, Ernestina Ebling, e fui batizada. Mais tarde, aquela jovem adventista me falou que naquele dia, quando me viu lendo O Grande Conflito, reparou que pelo meu modo de vestir, usar jóias e pelo fato de nunca ter-me visto na igreja, eu não podia ser adventista, e foi então que veio em sua mente: "Pergunte alguma coisa a ela", e ela obedeceu.
Deus opera através daqueles que se dispõem a obedecê-Lo e por meio deles alcança outros que estão vivendo sem conhecer a verdade. Até hoje a Helena e eu somos amigas e tenho um carinho especial por ela. Me chamo Neli Dutra, sou casada, tenho dois filhos (Mattheus e Gabriela), sou professora e atuo na rede pública. Sinto-me muito feliz como adventista e Deus tem sido muito bom para comigo.
Livro da infância
Eu li diversos livros de Ellen White. Na realidade, tive contato com um em especial, na minha infância. Certa vez, um homem foi à minha casa e vendeu uns livros para minha mãe. Eu tinha uns dois anos na época (e se passaram mais de vinte, desde então). Um dos livros chamava-se Vida de Jesus e tinha muitas ilustrações. Cresci vendo aquelas figuras: Jesus carregando uma ovelha; a crucifixão; prédios desabando no fim do mundo; a nova terra...
Essas coisas cresceram dentro de mim. Nunca me esqueci das figuras, mesmo tendo o livro sido dado para alguém sem eu poder impedir. Anos depois, outro homem de Deus foi à minha casa. Ofereceu estudos bíblicos e qual não foi minha surpresa ao conhecer a cultura da igreja de que ele era membro e saber que o Vida de Jesus era de autoria da mensageira inspirada deles.
Quando, anos depois, vi aquelas gravuras, os mesmos textos que enchiam meu coração e meus olhos de criança, entendi que Deus há muito tempo me escolhera. Ele, antes mesmo que eu soubesse quem era, por um livro mostrara que me conhecia, e que um dia me buscaria onde eu estivesse.
Ainda hoje O louvo por isso. E por causa disso posso escrever essas linhas, porque um livro inspirado me trouxe a salvação.
Haydensophie
Essas coisas cresceram dentro de mim. Nunca me esqueci das figuras, mesmo tendo o livro sido dado para alguém sem eu poder impedir. Anos depois, outro homem de Deus foi à minha casa. Ofereceu estudos bíblicos e qual não foi minha surpresa ao conhecer a cultura da igreja de que ele era membro e saber que o Vida de Jesus era de autoria da mensageira inspirada deles.
Quando, anos depois, vi aquelas gravuras, os mesmos textos que enchiam meu coração e meus olhos de criança, entendi que Deus há muito tempo me escolhera. Ele, antes mesmo que eu soubesse quem era, por um livro mostrara que me conhecia, e que um dia me buscaria onde eu estivesse.
Ainda hoje O louvo por isso. E por causa disso posso escrever essas linhas, porque um livro inspirado me trouxe a salvação.
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